.


Arma Química
(Arth Silva)


Fora da verdade
numa flora de mentiras
As vezes nossa mente mente
Sente...
“Mas só os cegos confiam cegamente”

Em versos apócrifos
Fazem apologia ao voto (vote em mim)
Ao voto de confiança
Mel no céu da boca da criança
Fel com gosto de esperança

Quando vejo não invejo
Quando beijo não bocejo
Será a mentira um privilégio?

Seus lábios de batom barato
mancham de sangue a minha alma
E as lágrimas da sua maquiagem
só disfarçam sua calma
-A mentira é arma química-

Quem fala mente
Quem cala omite
Quem ama sente
Passado ou futuro
O meu presente...
é uma caixa vazia

Quem ama mente
Quem cala consente
Agora meu presente vai ser
máscara e fantasia

Fogo, ferro, fúria
Luxúria...
Francamente:
“Nem os cegos confiam cegamente”


4 comentários oníricos::

2 veís 1 ARTICULAÇÕES disse...

Olá Arth Silva, parabéns pelo trabalho!!
Conheça o blog www.2veis1.blogspot.com e seja um colaborador e divulgador.

Participe da convocatória Cidadão de Papelão,

grande abraço,
saulo dias
2 veís 1 articulações

Curtt disse...

É um poema que constrói uma ideia para destruí-la em seguida.
Simples(mente).


Abraços.

Victor Belafonte disse...

Melhor do que o comentário do Curtt foi a idéia e a forma como foi escrito o poema. Eu sem ser propositalmente falei um palavrão quando terminei de ler, o que significava um "nossa, o que foi isso". Parabéns pelo poema, definitiva(mente) engenhoso.

Obs: Obrigado pelo último comentário no blog, eu tenho lido bastante outros blogs (como esse), o que ajuda. Agradeço o elogio e toda a contribuição .

Abraços.

cloacapublica disse...

Sei que tenho mania de repetir aqui as coisas que vc escreveu, mas é porque quero mostrar de novo algumas coisas que acho que vale a pena reler uma porção de vezes e pensar sobre.
"as lágrimas da sua maquiagem
só disfarçam sua calma". Isso foi muito letal, até um pouco triste. Talvez não tenha nada a ver com a sua intenção original, mas foi isso que senti quando li.



Este é um blog de sonhos cotidianos.
Toda e qualquer semelhança com fatos reais é mero plágio da vida.