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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009


O espanto da espatódea

(Arth Silva)


Sem querer é poder

Raro e feito a cada dia

Expectador sem expectativa

Do amor que ali nascia


Ver melhor os seus cabelos

Deslizando pelos pêlos

O peito se debate

Soluço sem solução

Perco o fôlego

mas respiro inspiração


Me falta uma frase

no papel branco de susto

E o impulso do oblíquo

Se faz pronome em sacrifício


Sujeito que se sujeita é objeto

E o meu trajeto de encontro à crase

Rabisco no verbo de qualquer frase


Etcetera na língua pra não falar da conjunção

Conjugue bem conjugado nos pigmentos

da sua constelação


Arquitetura da flor

Simplificando a natureza

Superlativos da beleza em cachos de tempo

Encaixe lento de cor e comprimento

Sonho que não dorme

Mas acorda pra dentro



Este é um blog de sonhos cotidianos.
Toda e qualquer semelhança com fatos reais é mero plágio da vida.