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terça-feira, 18 de março de 2014


Meu dia de herói
- Arth Silva -

Hoje quando acordei, fui beber um copo d'água na cozinha e, enquanto tomava a água, olhei pro lado e me deparei com aquela visão aterradora e perigosa que colocava toda a vida a minha família em perigo!

Com o susto, na hora larguei o copo e saltei sem medo na direção daquele chinelo virado.
Ufa! Desvirei a tempo. Foi por pouco! Vi que tinha salvado a vida da minha mãe nos últimos segundos restantes. Naquele instante, minha mãe veio correndo do quarto, assustada pelo barulho que fiz ao cair no chão.

Antes que ela gritasse pra saber que bagunça era aquela na cozinha, eu apenas olhei sem forças pra ela e disse: Não precisa agradecer mãe, eu te amo...

domingo, 18 de novembro de 2012








Papo de amigo
(Arth Silva)


Tinha o costume de falar com o cachorro.
Chamavam-no de louco por isso, mas nem se importava. "Loucos são os outros", pensava. O carinho e a ternura do seu cãozinho eram maiores e, além do mais, sabia que conversar com o melhor amigo de quatro patas era um ato que muitos, em todo o mundo também compartilhavam. "Falar com cães não era loucura", levava isso como lema até o dia que, após algumas análises, descobriu-se esquizofrênico e dono de um cachorro imaginário.

domingo, 1 de abril de 2012


1º de Abril
(Arth Silva)


Apressada, a moça subia o elevador pra chegar em casa com a empolgação tatuada no rosto. Era o horário de trabalho do noivo. O apartamento deveria estar tranquilo.
Foi então que abriu a porta junto ao espanto da face pálida.
Seus olhos rútilos fitavam o noivo na cama com outra mulher.

Assustado, o noivo dela alterna a cara pasma entre a mulher deitada na cama e a noiva em pé rente à porta.
Mas com ar de deboche e bom humor, apenas diz:
− Há! 1º de abril!

Diante daquela revelação, a moça sorri e expira, enquanto troca o susto pelo alívio.
− Ufa! Que bom meu amor.

Num gesto rápido, ela faz sinal para que entrem os go-go boys que vieram com ela e estavam no corredor.
− 1º de abril meu amor!

domingo, 15 de janeiro de 2012


SÓ amigos
(Arth Silva)

Cabisbaixa, a moça se aproxima do namorado.
− Sabe... Esse nosso namoro não tá legal...  Acho que devemos ser só amigos. Podemos ser apenas amigos?
Ele, surpreso, não sabe o que dizer.
− Nossa...  Ah...  É que... Não esperava por isso... Mas porq...
− Melhor não falarmos mais sobre esse assunto, pra tudo ficar bem entre nós.
O garoto consente com a cabeça e prende o choro.
− Já que não temos outra solução, tudo bem então...  Seremos só amigos. - Diz ele.
− Então tá, que bom que entendeu.
Friamente a garota pega o celular do bolso, disca e, com o aparelho já no ouvido espera a chamada completar.
− Alô amor? Oi querido, pode vir aqui, estou com um amigo, vem cá conhecer ele, você vai adorar.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012


Amnésia?
(Arth Silva)

Cara! Acho que perdi a memória.
Como assim?
É, que li uma matéria dizendo que o orgasmo causa amnésia!
Perai? Então é por isso que perdeu a memória? E com quem você transou?
Não lembro.


Leia essa matéria AQUI

sábado, 24 de dezembro de 2011


O importante hábito da leitura
(Arth Silva)


− Vai sair com sua turminha pra alguma festa, meu filho?
− Mãe, hoje não quero sair, quero ler um pouco.
− Vai ler? Que bom saber disso. Meu filho ficando inteligente!  O que vai ler?
− É que agora assisto Brasileirinhas legendado.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011


O Amor é música
(Arth Silva)

Acordou ao som animado que vinha da janela.
Parecia ser uma banda que, em euforia tingia de notas musicais toda a rua.
Contagiado pela explosão dos tambores, olhou pela janela, mas nada viu.
Ainda confuso com aquelas batidas retumbantes,
baixou os olhos e só então percebeu
que os batuques vinham, na verdade do seu peito.


domingo, 8 de março de 2009


(Quadro "O pipoqueiro" da ituiutabana Secilia Vasconcelos)


O Pipoqueiro
(Arth Silva)

Matador de aluguel que era...
Levava uma vida dupla: Durante o dia, pai de família exemplar e único pipoqueiro da cidade;
durante a noite, implacável carrasco, tirando a vida e presenteando a morte.
Agindo sob o escuro ventre da noite, sua face era lenda entre os mitos; seus trabalhos, designados e pagos em completa escuridão.
Sem levantar suspeitas, assim levava sua dupla carreira.


Assassino de implacável reputação, não fazia perguntas. Nunca havia falhado ou recusado um único serviço. Em alta voz, sem tremer os maxilares, dizia jamais recusar um sequer. Era um profissional.
E assim foi...
Mesmo no dia em que fora contratado para matar o único pipoqueiro da cidade.
Era um profissional...


Conto entre os 9 melhores do Concurso de Contos do Tijuco de 2007 - Publicado em antologia.



Este é um blog de sonhos cotidianos.
Toda e qualquer semelhança com fatos reais é mero plágio da vida.