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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

5º concurso - microcontos de humor de Piracicaba

sábado, 29 de março de 2014

VIII Concurso de Contos do Tijuco



O princípio da incerteza de um jurado literário
VIII Concurso de Contos do Tijuco 


- Arth Silva -

No fim do ano de 2013, Enio Ferreira, o Presidente da ALAMI, como um grande amigo das letras e por saber da minha paixão pela leitura, me convidou pra ser um dos jurados do “VIII Concurso de Contos do Tijuco”, concurso esse que, uma vez inclusive (2007), fui selecionado pelo miniconto “O pipoqueiro”.

Honrado pelo convite, aceitei.

Pois bem... Minha tarefa árdua, juntamente com mais duas juradas Tereza Martins e Maria Tereza Moreira era ler atentamente todos os contos enviados ao concurso, contos esses que vieram de quase todos os estados brasileiros e de países como Suíça e Japão, e selecionar os 9 melhores textos, além de, é claro, escolher o conto premiado.

Legal, eu estava preparado! Que começasse a leitura!
Porém, fazer a leitura de tantos textos de qualidades distintas seguidamente, e diante de um prazo corrido é uma situação que me fez lembrar e temer o Princípio da Incerteza de Heisenberg, e fazer um equivalente literário dele. Pra quem não sabe, esse princípio diz que é impossível medir ao mesmo tempo a velocidade e a posição de uma partícula subatômica, uma vez que fazer essa medição altera a realidade observada. (entenderam? Não? Peraí, vou explicar melhor).
Um equivalente literário desse princípio anunciaria a impossibilidade de medir talentos em concursos literários. Só que nesse caso essa medição altera não só a realidade do objeto observado (texto), mas também a do próprio observador (jurado), já que esse tem de ler inúmeros textos de boa qualidade seguidos por dezenas de textos com qualidade tão baixa que me pergunto como alguém teve coragem de enviar tal texto pra um concurso (suspeito que seja apenas pra sacanear os jurados)...  Enfim, essa quantidade de textos de baixa qualidade lidos em sequência, dá ao jurado uma angustia e um pessimismo quanto às próximas leituras, que altera o seu estado de consciência diante de cada próximo texto avaliado, podendo atrapalhar no julgamento de um conto.

Por isso, muitas vezes uma pergunta me pousou à cabeça: Será que eu saberia qualificar o texto de um novo Luiz Fernando Veríssimo, um novo Carpinejar ou até um novo Machado de Assis sem saber o nome dos autores e após ler  tantos textos de qualidade tão ruim?
Talvez enfrentar esse Princípio seja um mal de toda mesa julgadora de concursos literários, mas que deve ser encarada com profissionalismo e dedicação em busca dos contos realmente bons que participam dos concursos para que a apresentação de resultados não decepcione.

Quando finalmente consegui ler todos no inicio do mês de fevereiro, pra minha surpresa e alegria, 98% dos textos que selecionei como bons batiam com os resultados da Tereza Martins, e foram confirmados pela Maria Tereza. Inclusive, o texto que eu selecionei como o melhor, "Salto sem barreiras" de autoria do escritor Celso Antonio Lopes, também estava no topo da lista das duas juradas.

Como mineradores, nós jurados tivemos que garimpar ao máximo em meio a muita coisa sem tanto valor até encontrarmos lá no fundo as preciosas pepitas de ouro literário. Muitos eram tremendamente banais, já outros obras, eu gostaria de ter tido a ideia pra escrevê-los como “Encontro no Bistrô” do gaúcho Danilo Silvio Aurich e “Anjo” do paulista André Telucazu Kondo; contos que eu, particularmente, gostei muito e que estarão no livro “VIII Concurso de Contos do Tijuco”, publicado em breve pela ALAMI.  Livro que com certeza será bem recebido por todos aqueles apreciadores do “Princípio da boa literatura”.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Crônica publicada na Revista Esplêndida



Esse mês (06/2012) foi lançado a Revista Esplendida nº 5, que trouxe em uma de suas páginas uma cronica minha que narra um pouco da minha infância e uma das primeiras experiencias que tive ao saber sobre um relacionamento entre um casal que tinha a minha idade na época (6 ou 7 anos, o calendário da memória nunca é muito preciso).
É uma cronica sincera em que destilo o melhor do meu lado romanticômico. Quem gostar desse meu estilo, indico que comprem, roubem ou peçam emprestado essa revista.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Meu lado feminino podia ser assim:

Texto rápido que fiz em homenagem ao dia da mulher, sobre as principais figuras femininas que admiro e muitas das quais, me influenciaram bastante a ser como sou hoje (se isso é bom ou ruim, só quem me conhece pra saber).


Meu lado feminino
(Arth Silva)


Das mulheres, gostaria de ter o melhor de cada uma das virtudes femininas que admiro:

A verborragia da Fernanda Young junto à microimensidão das letras e sentimentos de Marina Colasanti. A criatividade mórbida e apaixonada de Anne Rice e o frasismo da prosa de Clarice Lispector.

A poesia física de Amelie Poulain (Audrey Tautou) misturada à excentricidade estética de Helena Bonham Carter, os lábios sempre prestes a beijar de Keira Knightley, e as expressões de Camila Morgado emoldurados por toda precisão estética de Jennifer Connelly e a perfeição de Fernanda Machado.

A poesia da Nô Stopa com pitadas da maresia pessoal de Adriana Calcanhoto soprada pela voz rasgada de Janis Joplin e Linda Perry, a doçura de Marisa Monte e o infinito sonoro de Joan Baez.

Esse é o resumo da mulher que o meu lado feminino gostaria de ser. 


domingo, 11 de março de 2012

Fanzine Imaginário 3


Clique AQUI e baixe essa edição 

Mais uma vez os artistas de Ituiutaba, apoiados por talentos de várias cidades de Minas, colocaram a imaginação em prática e lançaram a 3ª edição do Fanzine Imaginário!

Pra quem não sabe, o Zine Imaginário é um sarau gráfico em que sou editor e nessa edição participo com o texto Ironicas deffisciências gramaticais. Nas páginas do Imaginário reúnem-se talentos independentes como contista, poetas, desenhistas, fotógrafos, designers, músicos e muita gente com idéias na cabeça e vontade de mostrar isso à sociedade. E cada exemplar do Imaginário com todo esse arsenal artístico tem um diferente preço de capa: Um abraço!

Dessa vez a tiragem foi dobrada, agora são 10 mil exemplares do Imaginário para serem distribuídos gratuitamente em todas as salas de aula do ensino médio e faculdades de Ituiutaba, além do Jornal do Pontal (Distribuído em Ituiutaba e várias cidades do Pontal de Minas), pontos estratégicos, eventos culturais do Brasil e aonde mais a “imaginação” chegar.


Você que se interessou nesse projeto cultural e quer ter uma edição em mãos, mande seu endereço para o email zineimaginario@yahoo.com.br. E receba gratuitamente um exemplar do Imaginário na sua casa.

E não se esqueça que, se você tem algum dom artístico ou quer divulgar quem tenha pra que esse trabalho saia na próxima edição do Imaginário. Envie o trabalho ou a dica para o mesmo email.

domingo, 7 de agosto de 2011

Fanzine Imaginário 2 virtual!



Mais uma vez lançamos o Fanzine Imaginário, o qual sou editor, ilustrador e mais um monte de coisas.
Pra quem não conhece esse fanzine, o Imaginário é um sarau gráfico onde se reúnem músicos, poetas, desenhistas, contistas, designers e muita gente de Ituiutaba e região com o sonho de mudar a cara da cultura que conhecemos.
O Imaginário é distribuído gratuitamente em Ituiutaba e mais 12 cidades do Triangulo Mineiro.
Clique AQUI e baixe o seu agora!
Quem quiser conferir meu trabalho literário no zine é só ir pra pág 6 onde está o microconto Siamês, ou na pág 7 onde podem ler o poema mínimo: O beijo.
Como sabem (ou não), também sou ilustrador, e na pág 4 tem algumas tirinhas cômicas de minha autoria. Deem uma olhada, quem gosta de meus microcontos talvez se interesse por esses continhos gráficos.
No mais, as 8 páginas tem um material fantástico que seu bom gosto com certeza vai aprovar! Espero que goste desse impresso cultural, agora em versão digital.

sábado, 30 de julho de 2011

Bonsais Atômicos - por Arth Silva

Para um autor de micronarrativas é fascinante ler outro autor do gênero, principalmente quando esse é bom.


Há alguns dias, recebi do meu editor, Wilson Gorj – também é um dos meus escritores preferidos –, um presente chamado Bonsais Atômicos, de Denison Mendes. O livro, que logo no título já faz uma analogia aos seus microcontos bombásticos, é composto por mais de uma centena de microcontos e poemas mínimos, ambos inicialmente postados no Twitter e, devido a qualidade, publicados pelo selo 3x4, da editora Multifoco/RJ.

Como disse no início, quando um autor lê outro do mesmo gênero e encontra um bom texto, ele sempre escreve o frustrado microconto em sua cabeça:
 “Eu queria ter escrito isso!”.
Em vários nanotextos, senti essa inveja positiva, logo transformada em admiração e respeito, a qual, aliás, sempre tem o poder de nos inspirar.

Certa vez, algum sábio disse: “O bom escritor é aquele que escreve muito, em poucas palavras”. É exatamente isso que Denison Mendes faz, misturando gêneros, estilos e climas, que resultam na grandiosidade dos seus microcontos de 140 caracteres.
Alguns repletos de poesia:


Desperta-me em braile, suplicou, cega de amor, na noite branca dos lençóis”.


Outros, de uma cínica sabedoria:


“No leito de morte, o ateu questionava-se: ‘Se vou para o céu, porque vão me colocar embaixo da terra?’”.


Ou comédia:


“A Eva foi a primeira garota-propaganda da Apple. ‘Steve Jobs’”.

Há ainda aqueles de um tamanho e profundidade que raramente consigo alcançar, como este:


 “Desato-me em nós”.

Resumindo, o livro Bonsais atômicos é uma pérola nas mãos daqueles que apreciam o microconto e, por conseguinte, a boa literatura. O espaço no qual esses textos foram gerados é uma lição ainda maior, mostrando-nos que não há lugar para a arte. Seja no Twitter, seja no guardanapo, no muro, no SMS ou no rabisco feito na palma da mão, o bom escritor faz sua arma atômica em qualquer lugar, provocando uma explosão de palavras e a emoção de uma geração.

Leia esses Bonsais e tire suas próprias conclusões. Outros textos do autor podem ser lidos em seu blog.


sábado, 23 de outubro de 2010

É fácil escrever sobre o que é bom!


(clique na foto para ampliar)

No início do ano, durante a exposição de caricaturas do meu grande amigo Thiago Bertoni na UFU - Campus do Pontal, presentei-o com esse perfil para que os visitantes pudessem conhecer e entrar em contato com esse artista fantástico.

Na mesma ocasião estavam expostos também alguns dos meus microcontos, que agradecem as perfeitas caricaturas do Bertoni, por atrair curiosos que acabavam por ler os textos.

Quem ainda não conhece a arte do Bertoni, clique aqui. Você que já conhece clique pra ver de novo!



Este é um blog de sonhos cotidianos.
Toda e qualquer semelhança com fatos reais é mero plágio da vida.